Um erro de programação.



As leis da robótica de Asimov que permeiam toda a história no livro e no filme O Homem Bicentenário são as seguintes:

Lei Um
Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

Lei Dois
Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos que em tais ordens contrariem a Primeira Lei.

Lei Três
Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Lei Primeira e Segunda.

Pense na tragédia ocorrida na boate Pulse em Orlando (USA), no estupro coletivo cometido no Rio de Janeiro (Brasil...), no caráter dos políticos e empresários brasileiros, nos filhos que matam seus pais, nos pais que matam seus filhos... Pense em todas as maldades que o ser humano é capaz de realizar... Agora leia novamente o texto com a palavra ‘robô’ substituída por ‘humano’:

Lei Um
Um humano não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

Lei Dois
Um humano deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos que em tais ordens contrariem a Primeira Lei.

Lei Três
Um humano deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Lei Primeira e Segunda.

Agora pense na ‘Lei Zero’, apresentada por Asimov. A Lei Zero tem prioridade sobre as demais e diz que “um robô não pode fazer mal a humanidade e nem, por neutralidade permitir que ela sofra algum mal.” Essa lei significa que um robô poderia matar um ser humano, desde que isso fosse necessário para salvar outros humanos. Não! Não estou fazendo apologia à pena de morte, muito pelo contrário... Quem leu o livro ou viu o filme vai lembrar que o robô vive duzentos anos (Bicentenário,dããã!) e luta até o fim para ser aceito como humano e acaba morrendo sem saber o veredicto final sobre sua aceitação formal como um ‘ser’ da nossa espécie. Asimov tinha ciência, para torná-lo humano, o robô deveria morrer como qualquer ser humano, sem respostas cabais para dúvidas sobre a natureza de sua própria existência. A propósito, Andrew é o nome do robô, vem do grego “andrós”, que significa homem!

Essa balela toda é para questionar uma coisa relacionada ao robô de Asimov. Programação! Como nós humanos somos programados?! Isto é, educados?!

Sim, eu sei... é uma verdade incontestável que nossa educação está formando robôs! Mas também sei que não somos programados como Andrew... Não somos programados para amar... Digo, educados...