Falei com Da Vinci... Não duvide, leia!

 


Não escolho meus leitores pela pele, mas pelo tom da pupila; brilhante, questionadora e inquieta. Deles quero perguntas, duvidas e angústias. Mas, também quero que aguentem o pior em mim e não duvidem da existência das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Não me interessa os bons de espírito nem os maus de hábitos. Gosto daqueles que mostram a língua como Einstein e são loucos para acreditar na lucidez de um personagem. Leitores de alma, de cara exposta, que fazem da realidade uma fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça em meio a risos previsíveis ou choros piedosos. Não! Não quero leitores adultos e chatos. Quero leitores metade infância e metade velhice, para que não esqueçam o vento no rosto e o valor da paciência. Quero leitores que esqueçam o próprio nome, mas lembrem que ser normal é uma ilusão imbecil e estéril. Se você for assim… eu quero você!